quarta-feira, 17 de junho de 2015

First, I failed as a boy.
Even though I was the smartest kid in my class,
I wasn't as manly as the rest of them.
And that's what mattered.

Then, I failed as a son.
Even though I was caring and loving,
I didn't have a girlfriend
for my parents to brag about.

I also failed as a friend.
Every now and then,
I manage to hurt someone's feelings for real,
without even noticing anything.

Now, I'm failing as a boyfriend.
And I feel like I'll never be good enough.
Nor happy enough, for that matter.

(3 August, 2014)

terça-feira, 28 de maio de 2013

"and that was the moment I knew."

(...) I told him everything. and I let my love there. by the river. all that I felt. he kept it. when I got home, I decided I would sleep on the couch. a last sacrifice. I would suffer. for him. and I did. and it was awesome. I woke up at 5 and then I went to my bed. and I didn't love him anymore.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

R


Eu sei que, para você, eu já sou passado. Ou talvez nem isso, sendo você tão sem coração. (Não que eu veja isso em você como um defeito.) Eu criei planos para nós. Desde o tempo em que você fazia questão de deixar claro que não éramos nem seríamos nada. Mas isso mudou. Over night. Você mudou. Para melhor. Você mostrou-se alguém com coração. E meus planos cresceram. E você mudou tudo! Tudo que eu queria foi mudado, moldado para encaixar perfeitamente nas expectativas que eu tinha para nosso futuro. Futuro com o qual ainda sonho[, sabia?]. E expectativas que você nutriu com um "eu te amo" que até hoje levo em mim. Ou você não lembra? Daquele segundo, quando fomos infinitos. Daquele segundo em que sentimos e choramos juntos. E transcendemos aquela via congestionada em horário de grande movimentação. Éramos só nós e minhas lágrimas e sua decepção. E tudo, a partir dali, girou em torno daquele momento. Cada vez mais me sentia um com você. Abri mão de todas - todas! - minhas percepções ideológicas para estar com você. Para poder sorrir de nossas diferenças, tão gritantes. Existia um abismo entre nós que era facilmente transposto quando eu segurava sua mão. Hoje já não sei se esse abismo que hoje existe entre nós seja possível de ser atravessado. Nos perdemos. Cada um pr'um lado. Com suas ideologias e suas particulares buscas por catarse. Você, pelo visto, encontra-a - apesar de nem saber o que ela significa - com mais frequência que eu, suponho. Talvez não. Mas aposto que você não sofre, como eu sofro. Nem sente como eu sinto. Não parece ao menos. E, mais uma vez, não é justo.

10dezembro2012

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Rabisco #4

euforia, sorrisos falsos, ideias voláteis, sentimentos efêmeros, busca por atenção, insatisfação. tantas sensações e um coração vazio. inspiração e incapacidade de mãos dadas. eterna turbulência. desconheço a paz. desconheço a felicidade. desconheço o amor. e ajo como se não me importasse. e não me importa! afinal, esta é minha defesa. de mim mesmo. pergunto-me se sou o único. ou se sou parte de um grupo menor na multidão. ou se todo mundo tem porque se sentir assim mas é mais esperto que eu não e simplesmente não o faz.

Rabisco #3

Quero estar só. Poder pensar e criar. E pensar.

Rabisco #2

Talvez a felicidade seja isto: sorrisinho leve, humor pouco exigente, problemas ignorados, "carpe diem"... Ou talvez eu esteja muito enganado.

Rabisco #1

Nós, como seres humanos únicos, somos, cada um, um emaranhado informativo de anos e anos de soma de aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Passando anos com percepções similares, acabamos, eventualmente, por adotá-las como válidas, corretas. Ora limitamo-nos à ciência, ora à religião, ora a nossa infinita ignorância – nossas noções de cada uma dessas coisas. Como podemos, então, enxergar o que fica além do que supõe nossa vã filosofia[, Horácio]? Como podemos abrir os horizontes delimitados em nossas mentes, dentro das quais guardamos tanta subjetividade, para que possamos ver bem o que outra mente limitada tenta nos transmitir?

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

7

Tinha apenas sete anos e já se via diante da social obrigação de gritar sua masculinidade aos quatro ventos. Apesar disso, ao contrário do que ouvia, não se achava menos homem que nenhum dos seus amigos que se encaixavam em todos os esteriótipos que a sociedade ditava sobre "ser homem". Ele não jogava bola, não jogava videogame, não gostava de se sujar brincando na rua... Não tinha amigos. Pelo mesmo motivo por conta do qual, segundo o que ditava a cartilha social, ele deveria sentir-se menos homem. Ninguém queria ser amigo dele. E, com o tempo, nem ele queria ser amigo de ninguém. Voltou-se ao seu engrandecimento intelectual – sem nem saber o que estava fazendo, na verdade – e esqueceu-se de ser feliz.

domingo, 18 de novembro de 2012

Not Fair


Com a cabeça encostada em seu ombro, de olhos fechados, fingindo dormir, eu podia sentir seu braço, sua respiração, seus movimentos. Esses últimos denunciavam que ele beijava outro. Ele tinha consciência de que o outro preferiria estar a beijar-me. Assim como ele sabia que eu queria beijá-lo. Depois de tudo que eu fizera para conquistá-lo, ele beijara o outro, que, depois de tudo que fizera para conquistar-me, ainda não desistira de mim. No final, ninguém estava feliz. Eu estava sem ele. O outro estava sem mim. Ele, apesar de estar com o outro, sabia que não poderia estar com ele por muito tempo; que, para o outro, o que importava era estar comigo. Assim a quadrilha se desenrolou. Num último abraço, ao som de uma música inconvenientemente adequada para o momento, algo ficara claro: os três lados do triângulo jamais se encontrariam.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Saudosismo efêmero

Talvez eu devesse abrir mão do uso de todas aquelas mesmas palavras que quase sempre marcam presença nos tantos textos saudosistas que escrevem(os) sobre a Escola. Afinal, sei que minha visão dela é deveras diferente da de muitos dos que passaram por aqui. Não posso negar, entretanto, que estou, aqui, sofrendo com antecedência - como costumo fazer - com o fim. O tão aguardado e sonhado(!) fim. Agora um tanto quanto temido, também, por mil motivos. Mais uma vez, o sentimento de pré-nostalgia me atinge com a mesma sutileza e força com as quais sou atingido por eventuais tristezas. E, com a mesma velocidade, volto à estaca zero: ainda temos tempo juntos, ainda temos muitos risos juntos, ainda tenho muito veneno a despejar e muito ódio a sentir.

(texto de 11 de Julho de 2012 que cabe perfeitamente no momento)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

é fácil ser


primeiro, você precisa fazer isso. depois fazer aquilo. e não fazer aquilo outro. nem isso aqui, ó. ah, também não pode pensar muita coisa. deixa que eles pensam por você. e não pode falar muito. só se for pra falar o que já falam o tempo todo; aí pode. ih, e se puder ser igual a todo mundo, isso vai te ajudar bastante a ser.  como eu já disse, não é difícil ser: você só precisa não ser.

domingo, 24 de junho de 2012

China

Estava feito. Fora consumado. Depois de tanto sofrer por tantas paixões proibidas, finalmente provara do errado, do sujo, do impuro. Estava maculado e, todavia, feliz. Consciência limpa. Procurara isso. E necessitava dessa poluição. Talvez estivesse preparando-se por todo esse tempo, desde a primeira das tão estranhas paixões, para o irremediável e, agora, concreto fim. Que nada mais era que um começo. (Se ele assim quisesse, é claro.)

Desabafo

"Mas eu não devia ser assim. Eu tenho apenas 17 anos, moro sozinho, vivo minha própria vida, sou muito inteligente (humildade eu não tenho), não sou tão feio. Eu deveria ser feliz. Como os garotos que moram comigo. Eles, sim, são felizes. Com suas vidas medíocres, pensamentos maculados de pré-conceitos e julgamentos, e sua insana busca por prazer sexual em garotas que tratam, pelo menos pelas costas, como objetos fúteis e descartáveis. Com uma pitadinha leve de inveja, trato esses com muito sarcasmo e comentários ácidos. Faz-me bem, oras, por pra fora o que me atormenta tanto durante as longas vinte e quatro horas de um dia. Parece que não têm nada de útil no que eles chamam de cérebro e saem por aí, proclamando suas blasfêmias à humanidade, como se estivessem certos. Pior é saber que eles estão respaldados por essa nossa ridícula sociedade."

(eu revolts em 2010)

sábado, 5 de maio de 2012

Passado


Textos e fotografias do passado.
Pessoas e sentimentos do passado.
Do passado.

domingo, 18 de março de 2012

Scumbag Brain

De volta, a velha sensação. Greve no lado direito do cérebro. Criatividade, desaparecida, não te deixando terminar uma simples frase. Rabiscos manchando o caderno sobre as palavras escritas, por não fazerem algum sentido juntas. Inspirações mil e a massacrante incapacidade de transformá-las em palavras. Sofrimentos que, dessa vez, não poderão ser escoados pela mais fácil via para o poeta.  "Obrigado, cérebro, por deixar-me na mão. Mais uma vez. Obrigado.", dizia ele.

sábado, 3 de março de 2012

Imagem

No forçado convívio diário, notável, também, era a felicidade! Ah!, a felicidade, estampada nos tantos rostinhos dos tão aparentemente homogêneos alunos da querida escola. A infelicidade não tinha vez - mal vistos eram todos que quebravam o clima de sorrisos e risadas que pairava naquela atmosfera manipuladora. Não tinha vez, também, a heterogeneidade: cortavam-nos os cabelos, davam-nos roupinhas iguais, e, principalmente, exigiam que nos igualássemos, em gostos, atividades e opiniões. Claro que o destaque existia, para alguns, por pura imagem - uniforme bem passado, calçados brilhando e, por que não?, uma aparência harmônica. Amigos populares também ajudavam, e muito, na ascensão social. Sem dúvidas, qualquer destaque "negativo", proposital ou não, era massacrado.

Self Hate

Minha dependência de você só aumenta. Agressiva. Destrutiva. E minhas atitudes continuam gritando o contrário. Continuam afastando-me de você. E a insana combinação de culpa, inutilidade e infelicidade continua a me levar a cometer mais erros. Erros e erros. Acertos nunca. Ou quase nunca. Os poucos são facilmente esquecidos. Não vêm ao caso. Se ao menos você fosse o culpado disso tudo. Se ao menos eu pudesse me afastar de você e tentar ser um pouco mais feliz. Mas, não! O sentimento não é novo. Foi sempre assim. Sempre eu, frio, agredindo todos ao meu redor. Sempre eu afastando todos que tentam se aproximar do meu mundo. Eu sou o grande culpado. De tudo. Mais ninguém.

Previsão


"Senti-me na obrigação de despedir-me de todos. Todos que me interessavam, ao menos. Não era justo, com os que me rodeavam, ver-me sumir assim. Assim como não estavam sendo justos comigo o mundo, as pessoas, os sentimentos. Eu mesmo não estava sendo. Afundava-me, dia após dia, em sofrimento, arrependimento e angústia. E culpa. Muita culpa. Nada me fazia feliz mais. Nem discutir filosofia com meus amigos, nem ouvir música, nem dançar... Nem mesmo falar com minha mãe, que era uma das coisas que mais me acalmavam e faziam feliz. Não adiantava mais. Dezessete anos e o mundo já havia se mostrado comigo tão hostil, sujo, desumano. 'Desumano', decerto, é a palavra. Ou talvez o mundo fosse normal e eu fora hostil, sujo, desumano. O que será que estão falando agora? "Menos um"? "Fraco, não aguentou..."? Provavelmente. E, mais uma vez, virar-me-ia o mundo as costas. Que estupidez acreditar que, de fato, algo mudaria... Será que fugi do meu sofrimento criando um novo para os outros? Talvez não. Quem sofreria por tão pouco? Aparentemente ninguém. O mundo está melhor, agora. Vocês conseguiram!"

O começo do fim

Após meses e meses de concurso, treinamento e preparação, chegávamos à Escola, como costumavam dizer-nos, "trazendo nossos sonhos e esperanças". Horas depois, todavia, estabelecia-se em todos nós a decepção. Valores eram confundidos e o que era para ser, para muitos, um sonho tornou-se um dos maiores pesadelos de uma vida. A coerção pessoal e familiar, entretanto, não nos deixava fugir da dor que, diziam-nos constantemente, seria passageira (a glória, contudo, seria eterna).
E era! O deleite era, sim, eterno. O orgulho de pais e amigos, a noção de estar entre os melhores do país, a responsabilidade que, ainda tão jovens e inexperientes, nos era tão seriamente imposta... Constantes motivos para grande satisfação, não fosse o tempo que perdiam expondo-nos a situações que ocupariam nossas mentes a ponto de não sentirmos nada: nem saudades nem orgulho nem vontades.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Almoço

Desde que comecei a viver nesse ninho de bizarros protocolos sociais, tornei-me um assíduo "observador do carnaval das relações humanas". Dentre todos esses, entretanto, situações que, em especial, me intrigavam eram as refeições conjuntas. Maravilhavam-me os grupos formados diante das redondas mesas de madeira, dispostas de maneira desorganizada ao longo do refeitório. Era costume observar a formação de grupos, de alguma forma, homogêneos: líderes carismáticos, cariocas populares, viciados em academia, aratacas (como chamávamos os nordestinos), aspirantes a filósofos... Os que não se encaixavam em grupo algum (e, algumas vezes, até os que se encaixavam) tinham a obrigação de misturar-se em mesas sem fator comum marcante, o que quase sempre gerava conversas vazias e pouco edificantes acerca de assuntinhos corriqueiros.