Estava feito. Fora consumado. Depois de tanto sofrer por tantas paixões proibidas, finalmente provara do errado, do sujo, do impuro. Estava maculado e, todavia, feliz. Consciência limpa. Procurara isso. E necessitava dessa poluição. Talvez estivesse preparando-se por todo esse tempo, desde a primeira das tão estranhas paixões, para o irremediável e, agora, concreto fim. Que nada mais era que um começo. (Se ele assim quisesse, é claro.)
Dedos que se movimentam segundo uma cabeça que guarda um volume de talento inacreditável.
ResponderExcluirSou suspeito para isso, mas não poderia deixar de elogiá-lo. Magníficos, os seus pequenos textos. O que dizer deste, sobremaneira?
Ah, você me conhece...