Após meses e meses de concurso, treinamento e preparação, chegávamos à Escola, como costumavam dizer-nos, "trazendo nossos sonhos e esperanças". Horas depois, todavia, estabelecia-se em todos nós a decepção. Valores eram confundidos e o que era para ser, para muitos, um sonho tornou-se um dos maiores pesadelos de uma vida. A coerção pessoal e familiar, entretanto, não nos deixava fugir da dor que, diziam-nos constantemente, seria passageira (a glória, contudo, seria eterna).
E era! O deleite era, sim, eterno. O orgulho de pais e amigos, a noção de estar entre os melhores do país, a responsabilidade que, ainda tão jovens e inexperientes, nos era tão seriamente imposta... Constantes motivos para grande satisfação, não fosse o tempo que perdiam expondo-nos a situações que ocupariam nossas mentes a ponto de não sentirmos nada: nem saudades nem orgulho nem vontades.
E era! O deleite era, sim, eterno. O orgulho de pais e amigos, a noção de estar entre os melhores do país, a responsabilidade que, ainda tão jovens e inexperientes, nos era tão seriamente imposta... Constantes motivos para grande satisfação, não fosse o tempo que perdiam expondo-nos a situações que ocupariam nossas mentes a ponto de não sentirmos nada: nem saudades nem orgulho nem vontades.
É uma questão humana. você consegue descrever com precisão o que muitos jovens sentem nos dias de hoje. pressão e urgência em uma mistura perigosa. Além da apatia dos sentimentos.
ResponderExcluir