Desde que comecei a viver nesse ninho de bizarros protocolos sociais, tornei-me um assíduo "observador do carnaval das relações humanas". Dentre todos esses, entretanto, situações que, em especial, me intrigavam eram as refeições conjuntas. Maravilhavam-me os grupos formados diante das redondas mesas de madeira, dispostas de maneira desorganizada ao longo do refeitório. Era costume observar a formação de grupos, de alguma forma, homogêneos: líderes carismáticos, cariocas populares, viciados em academia, aratacas (como chamávamos os nordestinos), aspirantes a filósofos... Os que não se encaixavam em grupo algum (e, algumas vezes, até os que se encaixavam) tinham a obrigação de misturar-se em mesas sem fator comum marcante, o que quase sempre gerava conversas vazias e pouco edificantes acerca de assuntinhos corriqueiros.
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