quarta-feira, 21 de novembro de 2012
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Tinha apenas sete anos e já se via diante da social obrigação de gritar sua masculinidade aos quatro ventos. Apesar disso, ao contrário do que ouvia, não se achava menos homem que nenhum dos seus amigos que se encaixavam em todos os esteriótipos que a sociedade ditava sobre "ser homem". Ele não jogava bola, não jogava videogame, não gostava de se sujar brincando na rua... Não tinha amigos. Pelo mesmo motivo por conta do qual, segundo o que ditava a cartilha social, ele deveria sentir-se menos homem. Ninguém queria ser amigo dele. E, com o tempo, nem ele queria ser amigo de ninguém. Voltou-se ao seu engrandecimento intelectual – sem nem saber o que estava fazendo, na verdade – e esqueceu-se de ser feliz.
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